segunda-feira, 29 de março de 2021

Não sou poeta 22/03/21

 Diz que hoje é dia de poesia, eu que não sou poeta comecei o dia com palavras duras

Uma pequena frase simples dita de forma rápida pode desfazer tanta coisa
Dessa vez não desfez nada, por que tem um laço invisível, segurado nas duas pontas tentando seguir na mesma direção
Mas sempre quando ouço que saiu da minha boca, algo que não seja aproximado a beleza das flores para ti, meu peito doi e receio não merecer a beleza que é seus olhos quando repousam em mim
Hoje é dia de poetas e não sei esceever palavras alcancem oque é preciso ser dito
Hoje celebra se, a beleza que pode ser eterna, na escrita, mas também se lembra da dor que a força e a guerra podem causar
Como agora, aqui dentro um rio tentando virar correnteza e lá fora sem curso com gente sem saber o rumo para salvar mais um
Só escrevo, e por não ser poeta, não sinto tanto não encontrar forma melhor de dizer como é bonito oque sinto
Mesmo com toda a beleza que sinto, insisto em lembrar de dor
Como disse não sou poeta 

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Travessia



Dizem algumas irmãs minhas ser banzo, essa dor de existir em um lugar e nada seu estar nele.
Uma dor que vem de um lugar tão escondido e doi como uma ferida eXposta, inflamada, parece que nada aqui é meu, só o corpo que é minha casa e a dor, essa ferida aberta que não se vê. E é motivo de riso pra tantos, muitos iguais a mim, se riem dela, e se afogam na euforia, sentindo a dor, pensando ser alegria e se perdem pelas ruas que não reconhcem as chamando de lar, o banzo mata mais que o chicote e tronco.
O banzo nos mata sem que o corpo descanse e a alma fica presa nele, nesse corpo morto, sem poder ir de volta ao seu verdadeiro lar do outro lado da calunga grande, o mar. Do outro lado dele é a casa da minha alma

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Despedida

Já perdi as contas à tempos das inúmeras cartas de despedida, que escrevi pra mim mesma, de dor por me ver só e sem sentido e esperança, ou apenas aquelas "fúteis"marcando o fim de mais um grande amor não concretizado; Parece hoje bobagem, mas ao escreve las, muitas vezes com a voz embargada e aquele aperto, a dor física que só a tristeza e desilusão sabe provocar, me parecia o fim pra mim, fim de algo que em algum momento acreditei, que seria até o fim.
Hoje apenas escrevo, pois assim compreendo, que com o tempo o frio na barriga o ciume e a dor de não ser, se vão e fica apenas o esquecimento, por vezes uma leve lembrança daquela história, mais uma que não foi ao fim, caminho e a busca por algo incompreensível ao meu pensamento prático, mas tão próximo de minha vontade continua, intacta.
Desistir de mim é apenas da boca pra fora, então a busca de reconhecer em um outro, em seus olhos o que vejo tão facilmente no espelho, mesmo com os olhos fechados é essencial sobre quem sou, portanto não é possível a desistência, mesmo diante do abismo e da desesperança do por vir, amar é  parte primordial da minha existência.   

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Lagrima de Laura









Preciso parir uma lágrima, de Laura a avó mulher forte que nunca vi chorar, penso que chorar é como desrespeitar cada cicatriz, é como se as feridas abertas temperadas com sal, que tiveram minhas ancestrais, que aguentaram a dor do estupro, de ver seus filhos e companheiros vendidos ou mortos sem derramar uma lágrima, chorar é desrespeita isso no meu inconsciente, agora consciente.
Engolir o choro se tornou a forma de não sentir, de sobreviver a isso, se não engolissem o choro, não teriam sobrevivido e eu não estaria aqui, contando essa história agora, não existe essa mulher forte em mim eu simplesmente reproduzo a força que vi e vejo nelas, não sentir foi resistência e ainda preciso resistir por que a chibata ainda me ataca e por vezes ainda preciso não sentir.

Não quero mais ter que ser forte. Só quero chorar, sem ter medo que esse choro custe a vida de muitos além da minha própria. quanta responsabilidade carrega a lágrima de uma mulher negra, minha lágrima pode se tornar  um rio, de todos os choros que as que vieram antes de mim engoliram e engoliram até parecer que não sentiam mais nada, mas a dor, essa sempre esteve aqui, preciso reaprender a senti la pra louvar a memória delas. Aprender a sentir de novo, uma estória de sentimentos interrompida. Está no meu (odu) caminho aprender a amar, e me deixar cuidar e ser amada e quem sabe ai conseguir chorar outra vez.       



terça-feira, 28 de novembro de 2017

Sobre você

Tem uma marca tão profunda de tristeza, que a força que tem que ser feita para que ela não destrua tudo, deixa pouca força pra ser lutar pela felicidade.

sábado, 14 de outubro de 2017

Expectativas

Quando a vontade ultrapassa obstáculos, e a fome é tão grande que só o teu alimentos é capaz de saciar.

Um sensação ou esperança de que dessa vez:
A voz vai ser calmante
 O colo chegada
O Abraço porto
O falo água
O gozo encontro

Seja como for já vale essa vontade, o sangue pulsando de esperança
e medo
e esperança
Uma espera que alimenta o coração e faz o corpo querer tudo.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Não é pra mim. ( O não lugar)

Não sei descansar, ou ficar de papo pro ar esperando a noite chegar..
Não sei amar passiva esperando o outro lado vir me buscar. Nem entrar no lugar de cabeça baixa para os olhares não cruzar..
Não sei ser morna, mais ou menos tenho dificuldade em esperar e respirar e deixar a raiva passar.
Nada aqui é meu.
Nada é feito pra mim.
Na maioria dos olhos sou feia, fera, desqualificada,  triste, suja.
Não me define também, não é meu lugar nem pertence.
Todos os meus pensamentos são práticos e ao mesmo tempo confusos. Como diz Cartola "preciso me encontrar"